"Por acaso um homem com consciência pode ter algum respeito próprio?"
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"Por acaso um homem com consciência pode ter algum respeito próprio?"
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"POR ACASO ALGUM HOMEM COM CONSCIÊNCIA PODE TER ALGUM RESPEITO PRÓPRIO?"
terça-feira, julho 29
segunda-feira, julho 21
O sono e a solidão talvez nunca se confundam aqui. E não aconteceu de novo: a primeira hora da segunda-feira me transporta para Paris, Texas no canal aberto. Legendado! Um dever, a curiosidade antecedida pela surpresa, e uma história muito, muito delicada numa afinação mais que precisa. A polidez da cadência; a trama se desenvolve sem traumas para quem assiste - sobra uma ansiedade para espectadores como eu, mas ela é compensada com a plasticidade das tomadas, memoráveis a cada take.
O respeito às neuroses, à solidão e a um sentimento estereotipado como o ciúme. As incomunicabilidades, a família. Paris, Texas é um filme inesquecível: para contemplar e assistir numa postura reflexiva.
Trilha sonora, roteiro, fotografia. Para o lado que vc puxar sai capricho e densidade.
Dados técnicos e outros: http://www.adorocinema.com.br/filmes/paris-texas/paris-texas.asp, mas já antecipo que a direção é de Wim Wenders, roteiro de Sam Shepard e e L.M. Kit Carson. Produção franco-germânica com atuações da belíssima Nastassja Kinski e do ótimo Harry Dean Stanton. 1984.
quinta-feira, junho 19
"COMO ACABAR COM ESSA SENSIBILIDADE TÃO HUMILHANTE?" - SOREL, Julien
THE ABSINTHE DRINKER - DEGAS, Edgar --->>>
Mais Julien, meu amigo preferido, mais ilustre, mais singular:
1. “(...) Que eu me afogue, se eu dormir durante o temporal! – Exclamou Julien. – Vamos tentar a conquista de outro pedante qualquer.(...)”
2. “(...) Por uma fatalidade do caráter de Julien, a insolência daqueles seres grosseiros penalizara-o: a baixeza deles causou-lhe desgosto e não prazer. (...)”
e 3. “(...) COMO ACABAR COM ESSA SENSIBILIDADE TÃO HUMILHANTE? (...)"
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E como acabar com essa sensibilidade tão humilhante?
terça-feira, maio 27
SEREI EU ANTES UM JULIEN?
"Em Paris, a posição de Julien face à sra. de Rênal teria sido depressa
simplificada; mas em Paris, o amor é filho dos romances. O jovem preceptor e sua tímida senhora encontrariam em dois ou três romances e até nas canções do Gymnase o esclarecimento de sua posição. Os romances traçariam para eles o papel a executar, apresentando o modelo que imitariam. E este modelo, cedo ou tarde, e mesmo sem nenhum prazer, e talvez de mau humor, seria seguido por Julien, forçado por sua vaidade.
Numa cidadezinha de Aveyron ou dos Pirineus, o menor incidente teria sido decisivo devido ao calor da região. Sob nosso céus mais sombrios, um rapaz pobre, e que só é ambicioso porque a delicadeza de seu coração cria a necessidade de alguns dos prazeres fornecidos pelo dinheiro, vê todos os dias uma mulher de trinta anos, sinceramente ajuizada, ocupada com seus filhos, e que não vai buscar nos exemplos de conduta. Tudo caminha lentamente, tudo se faz pouco a pouco, nas províncias há mais naturalidade."
simplificada; mas em Paris, o amor é filho dos romances. O jovem preceptor e sua tímida senhora encontrariam em dois ou três romances e até nas canções do Gymnase o esclarecimento de sua posição. Os romances traçariam para eles o papel a executar, apresentando o modelo que imitariam. E este modelo, cedo ou tarde, e mesmo sem nenhum prazer, e talvez de mau humor, seria seguido por Julien, forçado por sua vaidade.Numa cidadezinha de Aveyron ou dos Pirineus, o menor incidente teria sido decisivo devido ao calor da região. Sob nosso céus mais sombrios, um rapaz pobre, e que só é ambicioso porque a delicadeza de seu coração cria a necessidade de alguns dos prazeres fornecidos pelo dinheiro, vê todos os dias uma mulher de trinta anos, sinceramente ajuizada, ocupada com seus filhos, e que não vai buscar nos exemplos de conduta. Tudo caminha lentamente, tudo se faz pouco a pouco, nas províncias há mais naturalidade."
(imagem = Portrait of Julien Sorel, by Jaqme)
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Henry Bale, mais conhecido sob o pseudônimo de Stendhal - inclusive, foi até naturalmente, através deste nome, que o conheci - escreveu principalmente, para mim, este trecho do livro que ando lendo com muito mais fervor que outrora, "O Vermelho e o Negro". Stendhal desnudou-me. Um sincero prazer, e admito que sempre desejaria decodificar-me todo o tempo numa obra genial e sincrônica assim comigo.
Como diria uma cara amiga minha, graaande Mônika, ÀS FAVAS, conquanto que por enquanto, às favas com O Vermelho, da indumentária militar napoleônica, e O Negro, da batina. Por enquanto, fiquei mesmo foi com dózinho bom de mim. Uma gostosa auto-piedade, so typical, afinal, há mais naturalidade, então, numa pessoa tão provinciana =)))
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