segunda-feira, julho 21

O sono e a solidão talvez nunca se confundam aqui. E não aconteceu de novo: a primeira hora da segunda-feira me transporta para Paris, Texas no canal aberto. Legendado! Um dever, a curiosidade antecedida pela surpresa, e uma história muito, muito delicada numa afinação mais que precisa.

A polidez da cadência; a trama se desenvolve sem traumas para quem assiste - sobra uma ansiedade para espectadores como eu, mas ela é compensada com a plasticidade das tomadas, memoráveis a cada take.
O respeito às neuroses, à solidão e a um sentimento estereotipado como o ciúme. As incomunicabilidades, a família. Paris, Texas é um filme inesquecível: para contemplar e assistir numa postura reflexiva.
Trilha sonora, roteiro, fotografia. Para o lado que vc puxar sai capricho e densidade.
Dados técnicos e outros: http://www.adorocinema.com.br/filmes/paris-texas/paris-texas.asp, mas já antecipo que a direção é de Wim Wenders, roteiro de Sam Shepard e e L.M. Kit Carson. Produção franco-germânica com atuações da belíssima Nastassja Kinski e do ótimo Harry Dean Stanton. 1984.

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